Dinheiro é resultado?

Junho 15, 2009
Ao longo da história da humanidade uma busca incessante do que não se possuía em grandes quantidades sempre existiu. Durante essa jornada muitos indivíduos se destacaram, ora obtendo sucesso ao monopolizar um recurso natural, ora inovando e manufaturando produtos para a subsistência. Em ambos os casos o acumulo de riquezas por meio do comércio era inevitável, e ao reunir uma quantia relativamente grande, a maior parte desses homens buscava enfim a realização de um sonho que em muitas vezes resultava em um processo consumista.

Analisando de forma sucinta essa relação humana de comércio, consumo e acumulo de riquezas podemos notar um aspecto comum a todo o ser humano que é a busca de um objetivo através dos mais variados meios ou atividades. Sem elevar esta linha de pensamento para o mérito moral, podemos afirmar que a plena realização da atividade que possa levar ao objetivo final, torna-se momentaneamente o seu objetivo principal. Assim, podemos notar que a relação do homem com suas riquezas e cobiças é sempre modificado pela força em satisfazer suas vontades ou necessidades. Nesta troca de lugares entre objetivo e meio, fica clara a dificuldade em definir um resultado, pois a qualquer momento esse cenário pode mudar e o que antes lhe cabia como um objetivo agora pode ser tido como meio.

“Um homem guarda parte de seu salário para comprar um terreno onde construirá estabelecimentos comercias que lhe servirá como renda extra em sua aposentadoria que utilizará para realizar o sonho de viajar e conhecer à terra natal de avós”. Neste cenário podemos notar que hora o dinheiro é um objetivo e hora torna-se um meio para conseguir o objetivo final. Hora resultado, hora meio para obter outro resultado.

A conclusão que podemos chegar após essas verificações é que o dinheiro pode ser um resultado do nosso trabalho. Mas o dinheiro deverá servir a um propósito maior, pois se o tivermos como objetivo final de nossas expectativas significa que ainda não temos um objetivo final definido. Da mesma forma o dinheiro é na verdade um meio para chegarmos ao nosso objetivo final. Será o resultado do esforço em acumular riquezas para conseguir, enfim, a realização dos nossos sonhos.


Senso crítico X Senso comum

Maio 26, 2009
Impossível acreditar que ainda hoje pessoas tenham plena certeza que “manga com leite mata” ou que “quebrar um espelho acomete a sete anos de azar”. Se fosse a um ambiente rural, cercado de superstições e crendices, onde a educação custa a render frutos, isso quando ela existe tudo bem, é uma realidade aceitável. Mas não, mesmo nos grandes centros urbanos é possível notar a dificuldade do cidadão simples em se libertar do senso comum. O que lhes é passado pela tradição supera o conhecimento racional científico. A apreciação e julgamento dos fatos não lhes são notório. A falta de observação do cotidiano e do ambiente que nos envolve socialmente é tão nocivo a nossa existência quanto um veneno. Onde o veneno está em achar que sabe ou ter certeza sobre algo que muitas vezes o arremete a um poder sobrenatural ou paradoxalmente inexplicável.

É visto com freqüência casos como morte por administração de medicamentos por conta própria. Onde alguém foi infeliz ao ponto de matar outra pessoa por pura falta de conhecimento. Mas quando isso pode ter um fim, se até pessoas de nível universitário seguem a cartilha das “simpatias”? Ou como esperar que as crendices acabem se vemos prédios sendo entregues sem a numeração correta de determinados andares? Atitudes como essas acabam influenciando ainda mais a população de baixa renda que precisa conviver com a pouca educação e a desinformação veiculada pelas mídias de massa.

É comum ver em reportagens pessoas cobrando melhores condições de assistência à saúde, de emprego, ou diminuição da violência. Mas não se vê um grande empenho em disseminar o bom conhecimento, a moral, a educação. O que se vê cada vez mais é justamente o contrário, pregam contra a violência, mas incentivam as crianças a consumirem brinquedos que remetem à situações de violência, pregam contra a política dos governos, mas não incentivam a pesquisa da vida política dos candidatos e assim por diante.

Sendo assim como mudar o país se temos pessoas que não são capazes de tirar conclusões simples sobre o seu dia a dia? A educação é cada vez mais sucateada. De propósito? Talvez. Se lembrarmos que no período da ditadura foi dado maior incentivo ao conhecimento técnico ao invés do sociológico ou filosófico. Podemos tirar conclusões claras sobre a vontade política da época em manter o país no ritmo “Panis et Circensis”. Será que mudou algo em relação a vontade política? Duvido.

Se não superarmos essa visão medieval que possuímos da realidade, como mudaremos algo? Precisamos criticar a nós mesmos e obter uma visão estrangeira de tudo que nos cerca, sempre questionando e nos mantendo informados sobre o meio em que vivemos. Esse é o caminho para obtermos o melhor de nós mesmos. Sabendo interagir com a sociedade de forma positiva e menos amadora. Esta é a chave: criticar e obter informações. Como prêmio obtém-se educação e cultura.

Pensando nisso me lembrei de três ótimos filmes que assisti em intervalos comerciais na TV Cultura. São inteligentes e falam exatamente sobre senso comum, senso crítico e cultura. O mais legal é o espanto que o conhecimento causa nas pessoas. Ótima sacada.

Pimenta



Chuva



Caldo de cana


Nossa policia um legado da ditadura

Abril 12, 2009

Um dos últimos legados da ditadura. Nossas policias ainda vivem a margem da realidade a qual pertencemos e que eles são obrigados a proteger. É como se legionários romanos do século II precisassem proteger a sede da ONU. Tão insólito como essa comparação é a maneira como as policias militar e civil são conduzidas. Vivem em um modelo demasiadamente antiquado e arcaico. Ainda com o intuito de reprimir e punir e não de prevenir.

Não conheço casos onde a sociedade tenha se unido a um batalhão ou algo do tipo para tentar frear a impunidade e a transgressão. A sociedade que precisa ser protegida por eles, simplesmente não confia neles, apenas os temem e os vêem como um flagelo necessário. Algo como, “ruim com eles, pior sem eles”. Isso faz lembrar uma citação de Juvenal (60-127 AC), quis custodiet ipsos custodes (“Quem vigia os vigilantes?”). Neste caso, quem tem coragem para isso? Pois quem tem poder não o faz por que não lhe é interessante financeiramente.

A cada novo resultado de pesquisa, os índices de criminalidade, e pior, de crueldade apenas aumentam. Paradoxalmente, aumentam também o efetivo dessas polícias precariamente munidas de material humano qualificado e instrumentos adequados de trabalho. Aumentam também os crimes realizados pela força policial, basta analisa e comparar as informações nos relatórios da Ouvidoria da Policia do Estado de São Paulo http://tinyurl.com/d7bh6f.

Sinceramente, a cada dia fico mais perplexo com a burocracia, a falta de vontade, despreparo e falta de censo crítico ao quais os nossos órgãos de defesa foram deixados. Pior, não vejo uma melhora, pelo menos não nos moldes que temos hoje. Por exemplo, qual a finalidade do sobrevôo feito pelo helicóptero (acho que da policia civil) realizado às 02h30min da manhã de hoje aqui na periferia sul de São Paulo? Será que eles imaginam estar de alguma forma coibindo ou inibindo os infratores locais? Se pensarem assim, é melhor consultar melhores especialistas, pois pelo que vemos todos os dias, isso não parece ter muito resultado. Será que o valor gasto neste vôo não poderia ser aplicado em algo mais produtivo? Só de combustível são gastos cerca de 140 litros de querosene por hora de vôo! Alguém tem idéia de quanto será que isso custa? Quantas viaturas poderiam estar fazendo ronda com o mesmo valor? Fora isso, há o fornecimento deste mesmo meio de transporte às celebridades políticas do governo do estado, conforme esta matéria do JT, http://tinyurl.com/czb2su . Chegamos ao cúmulo do inaceitável e ridículo. Quando isso vai melhorar?

Enquanto estava revisando esse post recebi uma ligação a cobrar de um número desconhecido, às 03h45min da manhã (?!). Ninguém que conheço me ligaria a essa hora, ainda mais a cobrar no celular. Então, adivinhem quem pode ser? Claro, alguém tentando extorquir pelo telefone. Sem contar que no começo da noite houve uma primeira tentativa, ligaram dessa vez no fixo, e disseram que meu filho estava na delegacia. Ah, sempre a cobrar, pois o preço de uma ligação está pela hora da morte!


Hora do planeta 2009

Março 28, 2009
O que você vez hoje pelo planeta que residimos e que possa ser considerado ‘bom’ para a sobrevivência da espécie humana?

Não creio que existam pessoas suficientes pensando nisso, enquanto vivem suas vidas egoístas e egocêntricas. Melhor dizendo, não creio que haja pessoas suficientemente poderosas interessadas em obter algum tipo de ganho, poupando o nosso planeta do inevitável colapso de recursos, mesmo que esse ganho seja a continuação da própria existência. É talvez não haja mesmo.

E se dois terços da população mundial que possui algum tipo de esclarecimento, mesmo que rudimentar, sobre a valorização do meio ambiente em que vive pudesse em algum momento do dia fazer algo que evitasse ou pelo menos atrasasse o processo de putrefação devastadora a que destinamos nossa biosfera? Será que teríamos, enfim, frenado o caos futuro? A resposta é não. Simplesmente, não tem mais volta. Mesmo se parássemos as emissões de carbono e consumo das riquezas naturais neste momento, ainda sim levaríamos séculos para restaurar o equilíbrio de antes da era das trevas, antes da revolução industrial. E daí? Estamos perdidos? Bem, talvez sim.

Mas há uma parcela da população mundial que não pensa assim. Não desistiram, pois pensam na perpetuação não só de sua espécie, mas de toda a vida conhecida. Essas pessoas podem ser a chave para uma reviravolta neste jogo que mais cedo ou mais tarde colocará todos (bilhonários, miseráveis, eruditos, populares, sábios e néscios) do mesmo lado, o lado do perdedor.

Quem são essas pessoas? Onde encontrar pessoas que tenham essa preocupação? Qual o tamanho dessa parcela? São perguntas que poderiam ser impossíveis de obter alguma resposta lógica, se a resposta não fosse tão simples. As pessoas somos nós, podemos encontrar essa parcela dentro de nós mesmos e são tantas quanto existirem pessoas neste planeta, ou seja, cerca de 6,7 bilhões.

Em toda a história da humanidade e, por que não, toda a história da vida na terra, há momentos em que tudo está praticamente perdido para sempre. E mesmo assim, a mágica da vida recomeça. Opa, recomeça? Isso quer dizer que para ter um novo começo algo deve ter fim. Pode parecer assustador se pensarmos em finalizar toda a vida que temos conhecimento. Mas, não há como fugir disso.

A necessidade de recomeço defini-se pelo nascimento de um novo modo de pensar. Um modo de pensar que deve ir além do que conhecemos hoje. Devemos pensar em sobrevivência, e sobreviver com qualidade. Hoje sobrevivemos sem qualidade, estamos enterrados em lixo e poluição. Isso não pode continuar. Dentro de cada um de nós deve brotar uma semente chamada conscientização da vida. Para existir vida deve haver um meio ambiente propício a ela. Esse meio, a nossa consciencia.

Devemos agir conscientemente dos riscos que estamos empregando ao nosso património existencial. Saber o que é certo e errado não é o bastante, não é suficiente. As acões podem ser tidas como insuficientes, mas se nada for feito, então significa que desistiremos sem tentar. Ou, que não merecíamos mesmo existir. Agir de forma consciente, é agir em prol da vida. Apenas ’saber’ não basta.

É dessa forma que devemos começar uma nova revolução. Primeiro, intimamente em nossa consciencia. Em seguida, transformando consciencia em atitude.
Hoje haverá uma mobilização mundial, que pode servir como um primeiro passo nesta caminhada rumo a um mundo melhor. A hora do planeta. Estarei nessa. Pode parecer simples. Mas as atitudes simples podem mudar o mundo. Faça a sua parte, conscientize-se do que é melhor para a vida, não só a sua, mas de todos e saiba que haverá outros pensando em preservar a vida, inclusive a sua.


A política econômica de Bush

Setembro 30, 2008
O efeito da gravidade sobre corpos sem equilíbrio os leva à cair. E esta semana, graças a popularidade do governo Bush entre os membros do congresso que vai de ruim à péssimo, somada a outros fatores como um discurso com duras críticas a política econômica de Bush, feito pela a presidente da câmara, a democrata Nancy Pelosi, minutos antes de iniciar a votação para o pacote de 700 bilhões de dólares que salvaria um punhado de gente importante, dentre eles vários magnatas de Wall Street e banqueiros. Os republicanos, partido de Bush, sentiram-se traídos, pois ficou parecendo que os democratas estavam fazendo um favor a contra gosto e se apenas eles votassem à favor, apenas a imagem deles poderia ser associada a mais erros de Bush, como a decisão de invasão do Iraque. Houve outras “desculpas” para quem votou contra, alguns deles, com foco nas eleições, disseram: “Como podemos apoiar um plano que ajuda apenas as grandes corporações e banqueiros falidos e deixa de lado o contribuinte?”, você acha realmente que eles ligam para o contribuinte? Marketing eleitoral. E com isso a economia mundial, quase entrou em colapso, com várias bolsas de valores por todo o mundo operando em quedas vertiginosas. Parece que não satisfeito em ferrar o Iraque e os EUA com sua política internacional, o meninão Bush que ferrar com o resto do planeta e se possível manter ilesos os banqueiros e acionistas de bancos quebrados. Legal ele, né!

Outra coisa que caiu, neste caso, “caiu fora” foram algumas regras da língua portuguesa. Que, diga-se de passagem, vai acabar atrapalhando quem sabe escrever corretamente pela maneira usada até então. Como saber se onde existia acento agudo, continua existindo ou não? Outras coisas ficaram até esquisita, “heroico”, sem acento fica até feio. Mas, quem assinou o tratado? O nosso digníssimo guru, Lula. Ele que conhece muito sobre a língua adotada neste país. Pois em uma frase dita em 9 de maio de 2003, na reunião com governadores em Rio Branco ele disse: “No Brasil inteiro, todo mundo fala o português, do Oiapoque ao Chuí”, isso esclareceu muita coisa.

De tudo isso quem deveria cair, de “cair fora” mesmo, são esses dois charlatões. Um brincando de Deus à custa do dinheiro da nação mais rica do planeta sem se importar com os problemas do resto do mundo e outro brincando de Ali Baba, dando esmolas ao povo ao invés de dar educação para nunca mais votar nele e ajudando a eleger mais ladrões para roubar o resto do dinheiro que deveria ser destinados a programas de inclusão social. Ah, me esquecí, para ele dar esmolar é inclusão social.


Tchau Playlist

Setembro 25, 2008
Acabei removendo o Playlist, porque atrapalhava quando queríamos assistir aos vídeos.
De qualquer forma, eis a página http://www.playlist.com/user/26483348. Estarei atualizando em breve.

Tempo para apreciar

Setembro 25, 2008
Agora que estou com bastante tempo de sobra, quase não me sobra tempo para qualquer outra coisa senão, dar uma mãozinha para a Mimi. Mas, quando as coisas ficam mais sossegadas, é possível prestar atenção ao que ocorre ao nosso redor.

Propaganda Rexona. Segundo minha acessora para assuntos dispersos, a Mimi, essa propaganda já está rolando há algum tempo. Mas, não havia assistido ainda. O fascinante nesta propaganda, além da modelo é claro, é a música. Bem, não foi difícil achá-la no Youtube, nem sua cantora. Gabriella Cilmi interpreta ‘Sweet About Me‘. A música foi feita por ela em parceria de outros compositores. É uma cantora com pouco tempo de carreira, mas pelo visto tem muito para mostrar. Sua voz forte e ao mesmo tempo doce embelezam ainda mais as melodias das músicas. Vale a pena procurar saber mais sobre ela. Ah, quase me esquecí de dizer o óbvio, talento e beleza, são apenas alguns atributos…

Assista ao vídeo oficial.


Bom gosto!

Julho 17, 2008
Duas postagens em um dia? Que milagre!

Depois de “descascar”, quero falar de coisas boas.

Não sei onde eles estavam com a cabeça quando pensaram em fazer este jingle. Mas ficou ótimo. E encontrei muita gente na net perguntando sobre esta música. Quem são eles? Royal Caribbean. A música, a letra, a voz. Tudo insuportávelmente de extremo bom gosto. Seria ótimo que as agências que cuidam dos comerciais de TV da Dolly Guaraná, por exemplo, aprendesse que jingles em comerciais sevem para que os consumidores gostem do produto e não para que odeiem sua propaganda.
Pena que, por ser uma música criada pela agência responsável pela propaganda, não existe informações sobre intérprete, autor ou nome da música.
A idéia que querem transmitir também é bem legal e discreta. “Se vai viver alguns dos melhores momentos da sua vida, por que não no mar? Por que não em um navio da Royal Caribbean?”

Outro exemplo de muito bom gosto para produção de propagandas. É um clip criado pelo pessoal Planet Green. Além de belas imagens, podemos nos deliciar com uma boa música e uma linda voz. Dessa vez, tenho mais informações sobre a produção musical. A intérprete é uma brasileira radicada nos EUA, chama-se Talita Real. A música chama-se “Parte de mim”.
No Youtube há duas versões sendo a versão extendida um pouco diferente da menor, talvez editada de propósito com apenas 1:00 minuto de duração. Abaixo as duas versões:

Extendida

Editada

Quase me esquecí. Acho que essa dispensa comentários.
Propaganda a Universal Channel com música do Three Days Grace – “Never too Late”.

Só para comparar, algumas propagandas de gosto duvidoso.

A Fiat, fez o pior propaganda usando animais. Parecem empalhados. Ridiculo. Detalhe foi uma mega produção. Na minha opinião não agradou.


Irritado e profundamente PUTO!

Julho 17, 2008
Como sempre nosso país dá demonstrações públicas de protecionismo aos que possuem dinheiro suficiente para pagar por isso. Poucas vezes na história desse país, órgãos federais trabalharam tanto e mostraram tantos resultados como a Polícia Federal. Porém, logo em seguida, notamos que toda a lentidão do sistema judiciário em julgar os biliões de casos que são abertos em todo o país, desaparece quando é necessário soltar um dos maiores fraudadores já presos, juntamente com sua quadrilha. Como ladrões como esse tem acesso tão rápido aos ministros que lhe convier? Que lindo seria se o STF, julgasse importante todos os demais casos em aberto e tomasse uma decisão quase imediata como a soltura dos grandes ladrões de colarinho branco. Como pode, um país almejar fazer parte do G8, se internamente apenas os interesses e direitos dos mais abastados tem importância? Já que o STF tem agilidade para julgar os casos, a PF consegue prender e provar que criminosos de qualquer status financeiro serão pegos. O que falta para eles ficarem presos? A resposta é: Vergonha! Falta vergonha na cara desses ministros inúteis e desses juízes comprados. Que, por terem o rabo preso, não podem manter na cadeia quem desvia uma fortuna dos cofres públicos. Não estou falando apenas da operação Satiagraha. Me refiro a todas as CPIs que não deram em nada, me refiro à todos os acusados em máfias do orçamento, mensalão e etc que continuam no congresso, na câmara. Todos se safam, basta ter dinheiro e influência. Que lixo de governo e governantes! Que população idiota que prefere se preocupar com os personagens de uma novela do que pensar em tirar os ladrões do poder. Uma nação inteira de analfabetos políticos. Uma nação sem educação suficiente para pensar em melhorar. A população de baixa renda ainda agradece pelas esmolas dadas pelo governo. Não me admira ver pessoas que mal tem o que comer, comentar que “…só agora os pobres tem vez, graças ao nosso presidente…”. Será que isso vai ter fim um dia? Duvido. A maioria do país é mal educada, desprovida de boas maneiras. Como poderemos melhorar a situação de um país se mal sabemos nos portar como seres humanos? Nossa cultura se resume em bunda, axé e pose de ladrão. É comum ver adolescentes e jovens de baixa renda fantasiarem serem super-heróis pelo simples motivo de falarem na gíria, usarem drogas ou fazerem “cara de mau” nos seus profiles do orkut. Que ridículo. Não percebem que isso os mantém longe de serem alguém com quem a sociedade realmente se importe. Embora irritem pela ignorância, não oferecem qualquer perigo ao “sistema”, como eles dizem. Assim como os políticos que eles ajudam a eleger, estão sempre tentando viver às margens da lei. A diferença é que sequer tem dinheiro para bancar um advogado de porta de cadeia. E mais, ajudam a diminuir seus iguais vendendo drogas à adolescentes e/ou morrendo e matando na periferia. Tem preguiça em ler uma notícia em um jornal, mas perdem suas tardes bebendo ou discutindo futebol. Que futuro a população pobre deste país pode ter? De quem será a culpa? Nossa? Não. A culpa é da falta de educação e esclarecimento. Isso destruirá toda e qualquer chance dessa população de ignorantes obter crédito internacional como uma nação de respeito.

Sic Transit Glória Mundi

Dezembro 26, 2007
Mais um natal de passou, são as datas enviando sinais de que mais um ano está por acabar. Este foi um ano bastante atípico, como todos os outros sempre os são. O próximo também será, então porque tanta expectativa, já que daqui a um ano todos estarão torcendo pela “virada”, esperando que o próximo seja melhor que este e assim consecutivamente entre os anos e suas datas comemorativas. É um modo bastante otimista de viver, sempre esperando que o próximo ano seja melhor que este, mas o que faz pensar que este já não foi bom enquanto durou? Viver intensamente cada bom momento e por que não também os momentos ruins, já fazem deste momento neste ano, um bom ano, um bom momento. Pois apreciamos bons momentos e aprendemos com os não tão bons. Talvez a receita seja otimismo durante o presente e não acerca do futuro que ainda não sabemos, não vivemos e talvez não teremos. Não teremos futuro? Não é isso, futuro teremos, mas qual? Não sabemos e então por que desejar ser melhor que o agora que estamos vivendo? Muitos apostam nisso, nessa eterna magia do otimismo sem embasamento, sem fundamento. Apenas esperar pelo melhor, mas isso não pode ser perigoso? Não haverá decepções se esperarmos demais de um futuro incerto? Bem, cada um espera de acordo com o seu presente que seu futuro, quando chegar, seja melhor que o passado de boas esperanças. Ao saber que nosso futuro é algo que construímos com ajuda de tudo a nossa volta, hora escrito por mim, hora por você e sempre pelos demais fatores neste pequeno espaço chamado realidade, devemos pelo menos cumprir com a nossa parte. Se for fazer, faça direito. Faça o seu presente melhor que o passado, já que informações para melhorá-lo você tem, afinal, viveu querendo ou não seu passado como nenhum outro poderia tê-lo feito. Onde quero chegar com isso? Quem sabe? Talvez esteja propenso a dicas sobre como melhorar meu futuro e resolvi que meu futuro não é controlado apenas por mim, o que posso fazer é ditar meu presente, pensando em talvez como isso afetará a construção do meu futuro e das pessoas que vivem ao meu redor. Talvez funcione, assim espero. E se não funcionar? Vou continuar mesmo assim, pois já estará funcionado.

Este ano foi bastante difícil, muitas idas ao hospital, muitas visitas aos médicos. Cansativo. Em outra visita ao hospital, resolvi olhar a banca de jornal, em busca de nada, procurando algo que informasse assunto nenhum e apenas devorasse meu tempo em mais uma jornada estéril de espera. Me deparei com alguns periódicos curiosos, um ensinava uma nova, porém não definitiva diga-se de passagem, receita para emagrecer a base de gelatina liquida, outro desmistificava fatos importantíssimos para a humanidade sobre uma novela global, e assim corria ladeira abaixo minha curiosidade pelo grande intelecto cultural destas capas altamente convidativas. Mais abaixo estava a edição de Janeiro de uma revista que aprendi a amar e odiar em curto e prazeroso espaço de tempo. A TRiP foi, ao menos pelo meu ângulo de visão, uma revista a frente de seu tempo. Em 21 anos de existência, eu percorri com exímio esmero todas as linhas de artigos e páginas não promocionais de pelo menos três ou quatro anos desta revista. Inicialmente a arte nas páginas concorria diretamente com a palavra, em alguns casos ficava quase impossível ler o que estava escrito. Eu achei essa forma nada convencional de produção literária, completamente louca e maravilhosa. Veja um trecho de um artigo que encontrei sobre o estilo TRiP de fazer revista: “…A pesquisa está dividida em quatro capítulos. O primeiro se refere à introdução do trabalho, o segundo diz respeito à legibilidade em textos impressos, o terceiro apresenta a teoria do desconstrutivismo no qual se insere o projeto gráfico da Revista Trip e o quarto capítulo é dedicado às conclusões. Após a análise dos dados, concluímos que a Revista Trip contraria todos os padrões de legibilidade presentes na bibliografia analisada.” Pode ser conferido na íntegra pelo endereço: http://www.fnpj.org.br/antigo/pesquisa_graduacao.htm. David Carson era o culpado dessa obra genial de desing gráfico. Esse marco na história que havia começado em 97 findará em 2001, quando minha assinatura e o gosto pela leitura desta revista foram cancelados. O projeto gráfico havia sido reformulado baseado no trabalho do engenheiro Paulo Mendes da Rocha, nada contra o cara ou seu trabalho. Mas para mim, foi o fim. Depois ainda arrisquei e adquiri outros exemplares mas estava pior parecia uma mistura de Revista Caras, com muitas páginas de propaganda e nenhum entusiasmo gráfico. Mesmo assim, decidi por comprá-la, por enquanto a leitura flui bem, apesar de haver necessidade de ler apenas as páginas da esquerda, pois em TODAS as páginas da direita há anúncios. Ganhar dinheiro é ótimo, mas do mesmo modo que em outras indústrias a ganância tem limites alguém, talvez os fundadores, deveria abrir o olho e ditar limites. A revista parece ter o dobro de paginas que havia em 2001, porém mais da metade é propaganda. Será que o negócio não é mais entretenimento e informação e apenas divulgação de marcas cujo o apelo a esportes radicais é a única saída? Continuo desapontado com o rumo que a revista toma, mas não se pode lutar a guerra dos outros e eles não podem ouvir nossos apelos pois não há grandes quantias de dinheiro atreladas às nossas críticas.

Acidentes acontecem, e alguns acidentes acontecem providencialmente, ainda bem! Estava deitado, prestes a me entregar aos braços da fada dos sonhos quando pensei em procurar alguma rádio audível, dentre o mar de rádios piratas que invadem o espaço de rádios com programações comerciais, é claro, mas de um bom gosto melhor do que a constante solicitação de dinheiro para obras da igreja de fulano de tal ou para manter no ar “…esta rádio que vos fala…”. Como a fada estava custando a fazer o seu trabalho continuei a procurar uma rádio, na verdade já havia encontrado as rádios que costumo ouvir (Cultura, Kiss, Brasil2000 ou Nova Brasil), mas seu set list não me agradava. Em uma das idas e vindas no dial, ouvi uma batida, simplesmente transcendental. Era reggae dos bons, como há tempos não havia ou se ouvia, simples reggae raiz, mas com cara de clássico. Ao final daquela bela viagem, ainda sentia meu coração bater no mesmo ritmo daquela música, inédita para mim, mas era como se há muito esperava por ouví-la como se já conhecesse e por ela sentisse saudade. Descobri o nome da música, mas a banda não. No outro dia percorri pelos intrínsecos caminhos de pesquisas pelo Google. Achei! O nome da banda, Soldier of Jah Army, em forma de siglas S.O.J.A, talvez por isso não encontrava pelo nome da banda, pois havia entendi SoulJah, ou SoJah. Enfim, o nome da música que ouvi é Rasta Courage, muito bem apresentada e expressada. Linda música e letra. Recomendo ouvir aos que gostam de reggae, recomendo ler a letra aos que não gostam.

Nos dias de hoje, não sabemos com vai acabar, nem se vai acabar a invasão ao Iraq. Motivos para não acabar os EUA tem de sobra, dinheiro tem de sobra então por que acabar com algo tão lucrativo. Assisti a um documentário muito interessante sobre a máquina de fazer dinheiro chamada também de “complexo militar-industrial” pelo ex-presidente do império norte-americano Dwight D. Eisenhower. Por que me refiro aos EUA como império? Muitos tem sua justificativa, mas assistindo ao documentário “Why we Fight” muitas questões são respondidas. Quem se interessa pela história contemporânea ou para quem não se interessa e não quer ficar achando que o motivo é só o petróleo, fica a dica. Razões para a Guerra (2004).

Outro filme que assistí recentemente foi “Den Osynlige”, filme sueco, “O invisível” (2002) não saiu nas esferas comerciais nem nos cinemarks das vida. É uma boa história que faz você questionar se você está vivendo sua vida ou a dos outros, outras questões não menos importantes como o perdão, a traição e a expectativa que alguns pais tem da vida e a projetam nos filhos causando uma bagagem muito pesada para carregarem. Há um motivo muito bom e pouco explorado pelo filme (nem precisaria) que é a beleza da protagonista Anneli (interpretado pela linda e talentosa Tuva Novotny ). Além de linda e talentosa ela é……. Cantora, tem uma voz doce e suave, como poderiam imaginar. Talvez uma promessa de grande atriz.

Até o próximo post ou próximo ano!